quarta-feira, dezembro 26, 2007

*****QUERIDA AMITA, PARABENS AMIGUINHA******

QUE VIVA SEU DIA DE ANIVERSARIO EM MUITA ALEGRIA JUNTO DE SUA FAMILIA E SEUS AMIGOS!

ESCUSADO SERA' DIZER, QUE O QUE MAIS DESEJO E' QUE VIVA MUITOS E LONGOS ANOS!_PRINCIPALMENTE COM SAUDE E COM OBECTIVOS ALCANCADOS!

QUE ESTA EPOCA FESTIVA ESTEJA A SER VIVIDA DESSE MODO!

_Enviei-Lhe e-mail, espero que o tenho recebido:Levava um agregado que achei iria gostar!

FELICIDADES MINHA AMIGA!

_FELIZ E PROSPERO 2008********!

BEIJINHOS.

Sua Amiga,

Heloisa

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Florbela Espanca

Se tu viesses ver-me...

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

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*****SYLVIA PLATH*****

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A Chegada da Caixa de Abelhas

Eu mesma pedi, esta caixa de madeira
Branca e quadrada como uma cadeira, pesada demais.
Seria o esquife de um anão
Ou de um bebê quadrado,
Não fosse o rumor que vem de dentro.

Está fechada agora, é perigosa.
Devo zelar por ela a noite inteira
E não posso ir embora.
Não há saída, é impossível ver o que há nela.
Só uma pequena tela, sem janelas.

Espio pela fresta.
Tudo escuro, escuro,
Pelo enxame zangado de mãos africanas,
Miúdas, prensadas para exportação,
Negro com negro, escalando com ódio.

Soltá-las de que jeito?
O zumbido é o que mais me apavora,
As sílabas incompreensíveis.
São como uma turba romana,
Não são nada sozinhas, mas juntas, meu deus!

Ouço ansiosa esse latim furioso.
Não sou um Cesar.
Só encomendei uma caixa de maníacas.
Posso devolver.
Ou deixá-las morrer, sou a dona, não preciso tomar conta.

Imagino se têm fome.
Imagino se me esqueceriam
Se eu abrisse a tampa e me fosse e virasse árvore.
Um laburno, com suas louras colunas
E anáguas de cereja.

Podiam muito bem me ignorar
Em meu véu funerário, em meu vestido lunar.
Não sou feita de mel.
O que querem de mim?
Amanhã serei Deus, e vou soltá-las enfim.

A caixa é apenas temporária.

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HILDA HILST

Para poder morrer
Guardo insultos e agulhas
Entre as sedas do luto.
Para poder morrer
Desarmo as armadilhas
Me estendo entre as paredes
Derruídas
Para poder morrer
Visto as cambraias
E apascento os olhos
Para novas vidas
Para poder morrer apetecida
Me cubro de promessas
Da memória.
Porque assim é preciso
Para que tu vivas.

*

De tanto te pensar, me veio a ilusão.
A mesma ilusão
Da égua que sorve a água pensando sorver a lua.
De te pensar me deito nas aguadas
E acredito luzir e estar atada
Ao fulgor do costado de um negro cavalo de cem luas.
De te sonhar, tenho nada,
Mas acredito em mim o ouro e o mundo.
De te amar, possuída de ossos e abismos
Acredito ter carne e vadiar
Ao redor dos teus cismos. De nunca te tocar
Tocando os outros
Acredito ter mãos, acredito ter boca
Quando só tenho patas e focinho.
De muito desejar altura e eternidade
Me vem a fantasia de que Existo e Sou.
Quando sou nada: égua fantasmagórica
Sorvendo a lua n'água.

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[AQUI:http://purl.pt/272/2/indice_autores.html]

Momentum

Deitarei em ti mantos de sonhos

nos cobres entardeceres

e madrugadas voláteis.

Deitarei em ti águas de brisas frias,

agradáveis à lua e a sombra

inviolável do lago.

Ah! doce silêncio de nossos lábios

pousados num único vaso.

Tão ébria a saudade das copas e às árvores,

das palavras nos fiares e o traço no betume.

A curva deixada no branco confessa

o sedente vôo no sol não ceifado;

momentos, gozo e a tessitura

de uma semente...

Deitarei em ti o minuto de uma janela.

Ana Magalhães
[AQUI:

"http://valentinadecrepax.multiply.com/"]

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